Óleos Vegetais Restauram a Barreira da Pele? O Que Diz a Ciência
Óleos são frequentemente classificados como “bons” ou “ruins” de maneira simplista.
A ciência cutânea, porém, exige análise de composição, origem e mecanismo de ação. Nem todo óleo interage com a pele da mesma forma.
Óleo mineral: origem e mecanismo
O óleo mineral é derivado do petróleo bruto. Ele é obtido a partir do refino petroquímico, passando por processos de purificação que removem impurezas e frações potencialmente tóxicas. Em grau cosmético, é considerado seguro por agências regulatórias como a FDA.
Do ponto de vista fisiológico, o óleo mineral é composto principalmente por hidrocarbonetos saturados de cadeia longa.
O que isso significa na prática?
Ele não contém: ácidos graxos essenciais, antioxidantes naturais e compostos bioativos
Sua função é predominantemente oclusiva. Ele forma uma película sobre a superfície da pele, reduzindo a evaporação de água por efeito físico — um “tamponamento” externo.
Ele não se integra à matriz lipídica, não modula inflamação e não contribui para reorganização estrutural da barreira
Ou seja, atua como barreira externa passiva. E por isso não se enquadra nos critérios de “beleza limpa” e não é utilizado nas formulações da Ziel.
Óleos vegetais: composição bioquímica
Óleos vegetais são extraídos de sementes, frutos ou polpas por prensagem ou extração controlada. Diferentemente do óleo mineral, eles são compostos majoritariamente por:
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Triglicerídeos
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Ácidos graxos livres
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Fitoesteróis
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Tocoferóis (vitamina E)
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Compostos fenólicos antioxidantes
A composição varia conforme a planta.
Por Ana Koff
Farmacêutica, mestre e doutoranda em envelhecimento cutâneo
